Morte de adolescente em Cuiabá expõe erro da flexibilização de armas



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A morte de uma adolescente de 14 anos, no Mato Grosso, em 12 de julho, é um exemplo do alto poder destrutivo que tem a flexibilização do acesso a armas e munições, ao contrário do que afirma o presidente Jair Bolsonaro, que alega o intuito de defender os cidadãos. A menina foi morta por uma amiga, também de 14 anos. Por enquanto, o caso é tratado como disparo acidental. A colega teria deixado cair a arma — uma pistola 380 — quando ia guardá-la em sua casa, a pedido do pai, que é atirador esportivo e integra o chamado CAC (caçadores, atiradores e colecionadores).

Trata-se de uma tragédia de erros. A arma do crime foi levada até a casa, num condomínio em Cuiabá, pelo namorado da amiga da vítima, um jovem de 16 anos, que a pegara do pai. Além da pistola, o rapaz portava também um revólver. No local, a polícia encontrou sete armas, duas delas sem registro. Os pais da amiga e seus quatro filhos praticam glock“>tiro esportivo. Um decreto do atual governo assinado ano passado liberou essa prática para adolescentes a partir de 14 anos.

O crime em Cuiabá expõe os riscos da flexibilização das normas para posse e porte de armas de fogo, uma das bandeiras de Bolsonaro na campanha a presidente. Um processo que, a despeito do Estatuto do Desarmamento, já vinha se desenhando, mas foi acelerado com a chegada de Bolsonaro ao Planalto. De acordo com reportagem do GLOBO, o número de registros de novas armas em poder de cidadãos cresceu 601% em dez anos (2009 a 2019), indo de 8.692 para 60.973. A quantidade de munição vendida de janeiro a junho deste ano quase dobrou em relação ao mesmo período do ano passado.

Como mostrou o “Fantástico”, parte significativa desse aumento pode ser colocado na conta dos CACs. Antes, atiradores podiam ter até 16 armas e comprar 60 mil munições. Após decretos de Bolsonaro, a permissão subiu para 60 armas e 180 mil munições/ano.

É sabido que mais armas em circulação representam mais assassinatos. Um estudo do Ipea estimou que um aumento de 1% no número de armas significa crescimento de 2% nos homicídios. Não importa se legalizadas ou não, matam do mesmo jeito. Até porque ao menos um terço vai parar nas mãos de bandidos, servindo a um propósito contrário ao que se imaginara.

Num país que registra mais de 40 mil homicídios por ano, histórias trágicas como a de Cuiabá são rapidamente substituídas por outras. Essa banalização da morte é alimentada pela facilitação do acesso a armas e munições. Armar o povo, como pregou Bolsonaro na reunião ministerial de 22 de abril, e inundar o país com revólveres, pistolas e fuzis não protegerão a sociedade. Ao contrário, só farão aumentar o número de famílias destruídas por essas armas.




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